Obeah: uma chave de entendimento do Xamanismo Africano?

28 de junho de 2015 at 21:40

Sabe-se que o termo Xamanismo é entendido como estudo e re-leitura das práticas ancestrais de cura e, principalmente, de contato com o Sagrado e com o Mistério, tendo por intuito a re-sacralização da relação do ser humano com a Natureza e com ele mesmo. Nesse cenário, a aproximação com as práticas ancestrais praticadas no continente africano se faz pertinente e até mesmo importante para nós Neo-xamãs e Xamãs Urbanos uma vez que esses ensinamentos antigos e orais em sua maioria, trazem a força do amor à Terra nessa e em outras dimensões, como é o caso do Mundo dos Espíritos e dos Deuses (Os Orisás).

 

Leo Artese (www.xamanismo.com.br) faz referência às práticas de xamaria nas religiões de matriz africana, especialmente nas mais antigas como o Candomblé e a Obeah.

“As culturas africanas de tradição xamânica desenvolveram um sistema apoiado em deidades, espíritos animais, espíritos ancestrais, anjos, conhecida como Obeah, que se tornou a célula dos praticantes de Vodu próprios . Também as primeiras cosmologias baseadas em visões xamânicas, que incluem conceitos de reinos superiores, inferiores”.

 

A Obeah tradicional tem uma proeminente influência das práticas xamânicas africanas. Esse culto, ou religião, se baseia na relação com os deuses e espíritos como uma forma de se obter saúde e prosperidade. Os Obayifo cultuavam sobretudo Dinvindades Serpentes, em sua maior parte advindas da cultura da Etnia Fon, do nordeste africano. Entre elas destaca-se Oubaios, uma serpente Solar que respondia pelos poderes dos oráculos Obeah bem como o Deus serpente Damballah Weddo, muito cultuado no antigo Daomé, atual Benin.

 

Na cultura Ashanti, as práticas curativas se destinguiam em físicas e espirituais, toda a questão de ordem orgânica se concentrava nos curandeiros herbalistas, cujos unguentos poderosos ainda hoje são estudados pela medicina moderna, e as questões de ordem espiritual eram de responsabilidades dos bruxos Obeah, daqueles que poderiam “voar” para o mundo dos espíritos. Os Obayifo geralmente tinham dois aliados no mundo espiritual, um de má índole e outro de boa índole. O desafio para o praticante era equilibrar as suas energias de modo que o balanço energético o mantivesse saudável e pronto para ajudar sua comunidade.

 

Entre suas práticas, os Obayifo se utilizavam de enteógenos de origem animal, como venenos de serpentes e sapos e certas raízes. O principio ativo desses professores é a escopolamina, ainda hoje utilizada em compostos anestésicos e psiquiátricos. A Escopolamina também é a força da planta Datura Brugmansia, ou trombeta, ou erva-do-diabo, trazida à público pelas incursões antropológicas de Carlos Castanheda.

 

As práticas ancestrais parecem nos apontar para o fato de que realmente somos de uma mesma tribo, da África à América e de lá até a Ásia e a Oceania, Passando pela Europa sempre estivemos conectados apesar de todos os positivismos que nos afetaram em nossa sociedade Ocidental, estamos imaginária, afetiva e espiritualmente conectados. Axé!

 

Fontes:

http://www.xamanismo.com.br/Universo/SubUniverso1187815981

http://www.obeahrituals.com/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Obeah

http://pt.wikipedia.org/wiki/Datura

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